Uma palavra, seis vezes

O assunto do Salmo 121 não é a viagem: é quem guarda o viajante. Esta é a página central do site porque é aqui que a palavra repetida ganha rosto.

O verbo que não para de voltar

Leia o Salmo 121 devagar e uma palavra não para de voltar: Deus guarda. No texto inglês que Matthew Henry comenta, o salmo diz isso seis vezes entre os versículos 3 e 8 — três vezes que ele guarda, três vezes que ele preserva — e Henry gasta quase toda a exposição descrevendo que tipo de guardador isso faz dele.

Salmo 121:5 · NVI O Senhor é o seu protetor; o Senhor é a sombra à sua direita.
Salmo 121:5 · ARC — a linhagem Almeida guarda o vocábulo “guardador” O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.
Primeiro traço

Um guardador que não terceirizou o trabalho

Por mais que ele encarregue os seus anjos de guardar o seu povo, nem por isso dispensou a si mesmo, escreve Henry; e é a sabedoria infinita que projeta, e o poder infinito que executa, a segurança daqueles que se puseram sob a proteção de Deus. Nem o cativeiro encerra o arranjo: Se, pela aflição, forem feitos prisioneiros dele, ainda assim ele continua sendo o guardador deles.

Segundo traço

Um guardador que nunca sai de plantão

Salmo 121:3–4 · NVI Ele não permitirá que os seus pés tropecem; o seu protetor não cochilará. Certamente, o protetor de Israel não cochila nem dorme!

Henry esgota a negação por gradação: nunca dormiu, nem jamais dormirá, pois nunca se cansa; ele não só não dorme, como nem sequer cochila; não tem a menor inclinação ao sono. Não é uma vigília heroica, mantida com esforço — é a ausência completa da necessidade de descanso.

Terceiro traço

Um guardador que também é sombra

Salmo 121:6 · NVI De dia o sol não o ferirá; nem a lua, de noite.

O terceiro traço é o mais terno. A comparação traz em si muitíssima condescendência graciosa, observa Henry; Deus promete ser a umbra deles — a sombra deles, para se manter tão perto deles quanto a sombra se mantém do corpo, e para abrigá-los do calor escaldante. E a sombra anda junto com o corpo a que pertence: ele é o guardador e a sombra deles à sua direita; de modo que nunca está longe de ser achado.

O terceiro movimento leva a guarda para o sol, a lua e o fim da vida →