O verbo que não para de voltar
Leia o Salmo 121 devagar e uma palavra não para de voltar: Deus guarda. No texto inglês que Matthew Henry comenta, o salmo diz isso seis vezes entre os versículos 3 e 8 — três vezes que ele guarda, três vezes que ele preserva — e Henry gasta quase toda a exposição descrevendo que tipo de guardador isso faz dele.
Um guardador que não terceirizou o trabalho
Por mais que ele encarregue os seus anjos de guardar o seu povo, nem por isso
dispensou a si mesmo
, escreve Henry; e é a sabedoria infinita que projeta, e o
poder infinito que executa, a segurança daqueles que se puseram sob a proteção de
Deus
. Nem o cativeiro encerra o arranjo: Se, pela aflição, forem feitos
prisioneiros dele, ainda assim ele continua sendo o guardador deles
.
Um guardador que nunca sai de plantão
Henry esgota a negação por gradação: nunca dormiu, nem jamais dormirá, pois nunca
se cansa; ele não só não dorme, como nem sequer cochila; não tem a menor inclinação ao
sono
. Não é uma vigília heroica, mantida com esforço — é a ausência completa da
necessidade de descanso.
Um guardador que também é sombra
O terceiro traço é o mais terno. A comparação traz em si muitíssima
condescendência graciosa
, observa Henry; Deus promete ser a umbra deles — a
sombra deles, para se manter tão perto deles quanto a sombra se mantém do corpo, e para
abrigá-los do calor escaldante
. E a sombra anda junto com o corpo a que pertence:
ele é o guardador e a sombra deles à sua direita; de modo que nunca está longe de
ser achado
.
O terceiro movimento leva a guarda para o sol, a lua e o fim da vida →